segunda-feira, 11 de junho de 2012

Economia Verde


Nos dias 8 e 9 de junho ocorreu o Congresso Nacional de Excelência em Gestão no Rio de Janeiro, fazendo parte da Agenda 21 da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, o qual o tema do evento foi a Sustentabilidade Organizacional no contexto da Rio+20. O congresso contou com a participação de diversos pesquisadores, docentes e empresários que se reuniram no sentido de discutir a sustentabilidade organizacional na prática, se destacando a apresentação do professor da UFRJ Rogério do Valle que abordou questões relacionadas à construção de uma economia verde. 

Nesse sentido, cabe inicialmente definir o que vem a ser a economia verde, conceito este trazido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) como “aquela que resulta em melhoria do bem-estar humano e da igualdade social ao mesmo tempo em que reduz significativamente os riscos ambientais e a escassez ecológica”. É tratada também em uma definição mais simples como "uma economia de baixo carbono, eficiente em uso de recursos e socialmente inclusiva". O referido conceito tem gerado discussões na medida em que reflete em outra definição já solidificada que é o desenvolvimento sustentável. Para umas pessoas, economia verde substitui o desenvolvimento sustentável pois este não é operacionalizável. Mas se por um lado entendem que pode trazer a noção de desenvolvimento sem crescimento, não sendo possível incorporar grandes saltos tecnológicos pela escassez de aplicação de recursos, por outro lado, outros entendem que o crescimento econômico tende a se neutralizar uma vez que criam-se pressões adicionais sobre os ecossistemas. 

Bem, deixando essas questões conceituais à parte, vamos falar da operacionalização da economia verde nas organizações. De acordo com o professor da UFRJ, a forma mais eficiente de uma empresa atingir um desempenho financeiro e ambiental é por meio da análise do ciclo de vida dos produtos, na qual é “uma técnica que avalia o desempenho ambiental de bens e serviços, desde a obtenção dos recursos naturais até a disposição final”. Ou seja, a preocupação não se limita somente à redução dos recursos usados nos processos produtivos, mas principalmente sobre a destinação final deste produto no meio ambiente. Partindo deste ponto, o próximo post vai tratar especialmente sobre a análise do ciclo de vida, destacando-se o gerenciamento do ciclo de vida do produto e suas relações com o meio ambiente. A relevância do tema se baseia principalmente na questão da disposição final dos produtos, pois do ponto de vista do planeta, não existe como jogar lixo fora, porque não existe “fora”.