terça-feira, 19 de março de 2013

Carcaças de veículos em vias públicas: de quem é a responsabilidade pela reciclagem?

Curioso o fato de que se discutem sobre a responsabilidade ambiental de fabricantes sobre o fim de vida de suas mercadorias, mas quando se fala de veículos, essa responsabilidade é repassada ao Governo. Bem, de uma forma ou de outra, sabe-se que estão em dívida, pois nada foi realizado quanto à reciclagem de veículos que se encontram no estágio final de sua vida. Encontram-se várias carcaças pelas ruas, atrapalhando o trânsito e até trazendo doenças tais como a dengue, por meio do acúmulo de água das chuvas. Estudos revelam que no Brasil, que a atual frota já passou de 40 milhões de unidades, o que dificulta identificar aquelas que já saíram de circulação, o que caracteriza esse processo de renovação como urgente.


Já algumas vezes o Governo se posicionou sobre essa questão falando sobre a possibilidade de criar um programa de reciclagem de veículos, no entanto, tal planejamento ainda não saiu do papel. Em seu mais recente posicionamento, observou-se a proposta da Fenabrave (Federação das Concessionárias) a qual analisa modelos utilizados em outros países. De acordo com seu presidente, "somos o quarto maior mercado do mundo e não temos uma legislação ou um programa que indique o que será feito com o carro velho". 

Com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a responsabilidade de encontrar destinação correta para o lixo é do fabricante, o fazendo pensar desde o início do produto, utilizando materiais mais propícios ao retorno à cadeia e se responsabilizando por materiais que não têm processo de reciclagem. No entanto, ainda é esperado dos governos que invistam no processo de reciclagem de veículos, com impacto na melhoria de condições ambientais e econômicas. 

Enquanto que a população espera pelo Governo ou que os fabricantes atuem nessa questão, o tempo vai passando, a frota vai aumentando e o número de carros abandonados em via pública vai aumentando, assim como veículos em situação precária ainda estão em uso causando impactos ambientais e ameaças ao bem-estar da população.