quinta-feira, 30 de maio de 2013

Multa para quem joga lixo na rua


Vocês já viajaram a outro estado brasileiro e ao chegar na capital comentou sobre o quanto a cidade tinha aparência de suja? Isso já aconteceu várias vezes comigo, inclusive nas cidades que já morei. Na teoria, multar por sujar a cidade é uma excelente ideia, mas deve ser difícil executar na prática, ou não!? No Brasil, até onde sei, somente as capitais do Rio de Janeiro e Pernambuco estão colocando esse projeto em prática e a multa vai variar entre R$150,00 e R$3.000,00, dependendo do tipo e tamanho do resíduo jogado no chão. Já existe também discussões ou até projetos de lei para os municípios de Juiz de Fora (MG), Olinda (PE) e João Pessoa (PB).

Como vai ocorrer na prática? O Guarda Municipal solicita o número do CPF do infrator e registra a multa. Caso a pessoa se recuse a dar o número do CPF, ela será levada pela Polícia Militar até a delegacia mais próxima. É possível recorre a infração, mas caso seja julgado culpado e não pagar a multa, o título será protestado pela prefeitura podendo levar o nome do indivíduo ao SPC/SERASA dificultando a obtenção de créditos futuros junto às instituições financeiras e operadoras de cartão de crédito.

Por ano a varrição das ruas custa ao Rio de Janeiro R$16,5 milhões. E agora o indivíduo nunca mais vai cometer a asneira de jogar lixo no chão e dizer que está dando emprego a gari...

Em outros países, essa medida já funciona há algum tempo. Austin (EUA), Cidade do Cabo (África do Sul), Dubai (Emirados Árabes), Singapura, Miami (USA), Londres (Inglaterra), Hong Kong (China), Edimburgo (Escócia), Dublin (Irlanda) são algumas cidades que já multam por jogar lixo nas ruas. Pra vocês terem uma ideia, Singapura já foi eleita a cidade mais limpa do mundo! 

Será muito bom ver as cidades brasileiras mais limpas e as pessoas mais educadas, mas é necessário também implementar lixeiras em todas as ruas. Será que a prefeitura vai fazer isso? Além de tudo, reduzir os lixos nas ruas pode evitar inundações em épocas de chuva e isso vai beneficiar toda a população. Educação é algo fundamental no desenvolvimento de uma nação e nós carecemos muito disso... Divulgue essa ideia!!

domingo, 19 de maio de 2013

Um ano de blog e ainda muita discussão a se colocar em prática


No dia 15 de maio comemoramos um ano de blog trazendo muitos assuntos atuais e ideias interessantes sobre a sustentabilidade e meio ambiente. Depois de 366 dias e 43 posts depois, é um grande prazer poder contribuir um pouco com essa área que muitas vezes carece de pessoas realmente preocupadas com o nosso bem estar tanto no curto como no longo prazo. 

Já que sou formada em contabilidade, vou colocar alguns números sobre esse pequeno histórico... Inicialmente, vale a pena ressaltar que tivemos quase 24 mil acessos de vários lugares do Brasil e inclusive de outros países (tabela à direita) tais como Estados Unidos, Portugal, Rússia, Alemanha, França, ... Não faço a mínima ideia de quem são essas pessoas, mas fico muito feliz por terem encontrado meu blog nos sites de busca e espero que tenham conseguido alguma contribuição nestas visitas ao blog. 


Além dessas pessoas, gostaria de agradecer também aos meus seguidores (veja a figura à esquerda e a coluna à direita do blog) que são pessoas queridas e que de alguma forma estão apoiando o trabalho. Aproveito para convidar você a ser um seguidor também... É só clicar no ícone "Participar deste site" e fazer o login com o seu e-mail.

Por fim, vemos ao lado direito (clique na figura para ampliar) a relação do posts mais populares pelo número de acessos e percebemos o quanto as pessoas gostam daqueles posts sobre ideias sustentáveis. Vou tentar colocar mais material sobre o assunto, pois embora eu não seja artesã, a ideia está muito relacionada com o reaproveitamento de resíduos e portanto, vinculado à sustentabilidade e meio ambiente. 

Ainda estamos muito aquém de onde queremos estar... Se fosse um blog sobre moda ou fofoca, certamente teríamos um número bem superior de acessos. Porém muitas vezes essas questões não têm recebido o devido valor ou são subestimadas pela maioria das pessoas. Desta forma, caso você tenha alguma contribuição que queira divulgar no blog (desde que relacionado com a nossa proposta e sem fins lucrativos) ou alguma crítica ou sugestão de temas, estamos abertos para recebê-las. Desde já agradeço pela visita e espero revê-los muitas outras vezes.


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Como acabar com uma campanha política em três segundos...

Quem falou em criticar Marcos Feliciano porque ele é evangélico? Até onde conheço, opção religiosa e até mesmo opção sexual não deveria ser variável influenciadora de atitudes (boas ou más).

Não Marina, Marcos Feliciano está sendo criticado por ser racista e homofóbico. 

Quando Marina diz que Marcos Feliciano está sendo criticado por ser evangélico, isso sugere que a mesma não vê problemas nas posições políticas do pastor... É isso Marina?

Veja o vídeo:















segunda-feira, 6 de maio de 2013

E o Protocolo de Quioto, onde está?

Tal protocolo foi perdendo credibilidade após alguns eventos que ocorreram ao final da primeira etapa do acordo... 

-Primeiramente, vale comentar que a maioria dos países que compuseram o Anexo I do acordo, que deveriam reduzir suas emissões até 2012, não cumpriram suas metas. 

-Em segundo lugar, foi aprovada a extensão do Protocolo de Quioto para até 2020 durante a COP 18, assumindo seu próprio fracasso. 

-Por fim, de acordo o novo texto do protocolo, a nota meta é de não ultrapassar até 2020 a quantidade de emissões de gases do efeito estufa registrada entre 2008 e 2010, sendo que esse período abrange justamente a época mais grave da recente crise econômica, quando as emissões estavam muito abaixo do normal. 

O que temos em mãos é um acordo o qual seus signatários não conseguiram cumprir durante o prazo estabelecido e que um novo prazo é estabelecido para se adequar às necessidades de emissões desses signatários...

Afinal, se um acordo mundial que tem a participação de grandes potências não consegue resolver o problema do aquecimento global, o que irá? 

Tais escritas são frutos de reflexões de um planeta enfermo...

domingo, 14 de abril de 2013

Reflexos ambientais na gestão organizacional: necessidade de informações contábeis

Não há dúvidas de que todas as instituições têm de alguma forma uma relação com os aspectos ambientais, sejam como poluidoras ou como defensoras do meio ambiente, e isto demanda uma necessidade de gerar informações sobre esses reflexos. Ao pensar sobre os usuários externos das informações dessas entidades, nos deparamos com relatórios de demonstrações financeiras que são apresentados com base em dados contábeis e não contábeis: eis que surge a contabilidade ambiental.

Os profissionais de contabilidade de forma geral aprendem por meio da aplicação de pronunciamentos contábeis sobre todos os procedimentos e formas de apurar os reflexos contábeis de todos os fatos e atos que atuam sobre a empresa. No entanto, tais legislações não compreendem nada especificamente sobre o meio ambiente, e muitas vezes são informações importantes que são deixadas de lado.

Uma contabilidade ambiental eficiente deve abranger reflexos contábeis gerados por meio da medição de danos ambientais causados pela entidade, a estimação de impacto da adoção de práticas  voltadas para sustentabilidade, passivos gerados pela aplicação de legislações ambientais e recuperação do meio ambiente, investimentos em métodos e procedimentos para redução e gerenciamento de resíduos, [...]. Tais informações podem ser alocadas nos grandes grupos contábeis tal como exemplos expostos na figura a seguir:

(Clique na figura para ampliar)

Além disso, é necessário adaptar o plano de contas usado na contabilidade para que seja possível evidenciar separadamente os reflexos ambientais na contabilidade, principalmente nos centro de custos que envolve práticas de gerenciamento de resíduos e gestão do ciclo de vida dos produtos que necessitariam de rateio dos custos e receitas para observar o resultado ambiental de tais investimentos.

Apesar das legislações contábeis não abordarem a prática ambiental e sustentável, observamos a existência de uma norma técnica do Conselho Federal de Contabilidade que estabelece procedimentos para evidenciação de informações de natureza ambiental e social que tem como objetivo demonstrar à sociedade a participação e a responsabilidade social da entidade (NBC T 15). Por outro lado, o queremos defender nesse post não é somente a divulgação de informações por meio de notas explicativas, mas principalmente o reflexo contábil dessas relações com o meio ambiente nas demonstrações contábeis da entidade. 

Desta forma, temos que adaptar as normas contábeis existentes à aplicação prática e ao reconhecimento contábil das ações que refletem na natureza ambiental das operações empresariais. Nesse sentido, temos que adaptar a contabilidade aos novos desafios da atualidade fazendo com que esta reflita em uma informação relevante e fidedigna e ao mesmo tempo possa transparecer às necessidades dos usuários internos e externos quanto à comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade.

terça-feira, 19 de março de 2013

Cursos online gratuitos na área de Sustentabilidade



Patrocinado por

A Fundação Getúlio Vargas é a primeira instituição brasileira a ser membro do OpenCourseWare Consortium – OCWC –, um consórcio de instituições de ensino de diversos países que oferecem conteúdos e materiais didáticos sem custo, pela internet:

1. Sustentabilidade no dia a dia: orientações para o cidadão – 12h

O curso Sustentabilidade no dia a dia: orientações para o cidadão aborda o ciclo completo de vida dos produtos e instrui sobre como consumir com responsabilidade, por meio do entendimento das consequências de cada escolha.

Objetivos:

Apresentar os principais fatos e conceitos relativos à sustentabilidade;
Provocar reflexão nos participantes do curso sobre seus hábitos e atitudes em relação à sustentabilidade;
Contribuir para o planejamento de mudança de atitude individual. 

2. Sustentabilidade, um valor para a nova geração: orientações para o professor de ensino fundamental – 15h

O Curso Sustentabilidade, um valor para a nova geração: orientações para o professor de ensino fundamental é uma ferramenta de reflexão acerca da Sustentabilidade que serve de apoio a professores do Ensino Fundamental. O Walmart demonstra sua preocupação com o planeta e seus viventes disponibilizando uma série de meios multiplicadores que colaboram na expansão de ideias e hábitos que garantam uma vida mais sustentável, como este curso gratuito elaborado em parceria com o FGV Online. 


Objetivos:


Analisar o papel do professor na sustentabilidade e propor ideias, análises, vídeos e uma série de outros materiais que o ajudarão a levar uma nova prática de vida aos seus alunos em sala de aula e fora dela também. 

3. Sustentabilidade aplicada aos negócios: orientações para gestores – 10h

Objetivos:

Apresentar os principais fatos e conceitos relativos à sustentabilidade;
Provocar reflexão nos participantes do curso sobre seus hábitos e atitudes em relação à sustentabilidade;
Conhecer as possibilidades de mudança na gestão empresarial.

Carcaças de veículos em vias públicas: de quem é a responsabilidade pela reciclagem?

Curioso o fato de que se discutem sobre a responsabilidade ambiental de fabricantes sobre o fim de vida de suas mercadorias, mas quando se fala de veículos, essa responsabilidade é repassada ao Governo. Bem, de uma forma ou de outra, sabe-se que estão em dívida, pois nada foi realizado quanto à reciclagem de veículos que se encontram no estágio final de sua vida. Encontram-se várias carcaças pelas ruas, atrapalhando o trânsito e até trazendo doenças tais como a dengue, por meio do acúmulo de água das chuvas. Estudos revelam que no Brasil, que a atual frota já passou de 40 milhões de unidades, o que dificulta identificar aquelas que já saíram de circulação, o que caracteriza esse processo de renovação como urgente.


Já algumas vezes o Governo se posicionou sobre essa questão falando sobre a possibilidade de criar um programa de reciclagem de veículos, no entanto, tal planejamento ainda não saiu do papel. Em seu mais recente posicionamento, observou-se a proposta da Fenabrave (Federação das Concessionárias) a qual analisa modelos utilizados em outros países. De acordo com seu presidente, "somos o quarto maior mercado do mundo e não temos uma legislação ou um programa que indique o que será feito com o carro velho". 

Com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a responsabilidade de encontrar destinação correta para o lixo é do fabricante, o fazendo pensar desde o início do produto, utilizando materiais mais propícios ao retorno à cadeia e se responsabilizando por materiais que não têm processo de reciclagem. No entanto, ainda é esperado dos governos que invistam no processo de reciclagem de veículos, com impacto na melhoria de condições ambientais e econômicas. 

Enquanto que a população espera pelo Governo ou que os fabricantes atuem nessa questão, o tempo vai passando, a frota vai aumentando e o número de carros abandonados em via pública vai aumentando, assim como veículos em situação precária ainda estão em uso causando impactos ambientais e ameaças ao bem-estar da população.