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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Em que paradigma se encontra a energia eólica no Brasil?

Enquanto passamos por uma crise hídrica e elétrica no Brasil, porque não ouvimos falar em fontes de energia alternativas, tais como a solar e eólica? Nosso país tem grande potencial no desenvolvimento dessas fontes, no entanto, é necessário mais investimentos.

Apesar disso, a energia eólica é considerada hoje como a fonte que mais cresce no Brasil. Na primeira semana do mês de janeiro, a energia eólica atingiu a marca de 6 gigawatts (GW) de potência instalada e uma participação de 4,5% na matriz elétrica brasileira.

No final de 2012, o Brasil dispunha de uma capacidade instalada de 2,5 GW. Em apenas dois anos, a potência instalada do país mais que duplicou com a instalação de 3,5 GW. Os dados são do último boletim do setor, divulgado pela Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

Até 2018, a expectativa é que a participação da energia eólica na matriz energética brasileira salte para 8%, com a contratação e instalação de pelo menos 2 GW de potência a cada ano. E para 2023, a eólica deve atingir 22,4 GW de potência instalada, conforme avalia a presidente executiva da ABEEólica, Elbia Silva Gannoum.

Em outras palavras, os 6 GW representam para o país mais de 90 mil empregos gerados, 10 milhões de residências abastecidas mensalmente e 5 milhões de toneladas de emissões de CO2 evitadas.

Portanto, não reclame quando o vento bagunça os seus cabelos ou levanta a sua saia, pois é fonte de energia e alternativa válida para a nossa atual crise energética e hídrica. Crise sim, pois os recursos são mal utilizados e o sistema não é apropriado para seu gerenciamento no Brasil.

Fonte: Exame
Foto: Canoa Quebrada, Ceará, Brasil


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Dica do dia: Economize água ao escovar os dentes

Já imaginou o tanto de desperdício de água enquanto você deixa a torneira aberta durante o processo de escovação dos dentes? Isso ocorre frequentemente, pois as pessoas de modo geral, antecipam a ação de abrir a torneira quando há intenção de enxaguar a boca, no entanto, existe um enorme gap entre essas duas ações, pois na nossa cabeça, estamos "ganhando tempo" ao abrir a torneira com antecedência.

O princípio é o mesmo para economizar água no banho. Use-a somente quando for necessário, ou seja, para molhar a escova de dente e para enxaguar a boca. Se possível, enxague a boca com a água do copo, tal como você já deve ter feito em uma situação e falta de água em sua residência. Você pode economizar 3 litros de água por escovada.


A água é um bem de domínio público e essencial para a nossa vida e saúde. Se usarmos adequadamente, não vai faltar!

sábado, 31 de janeiro de 2015

Precisamos economizar água sim, mas o problema da crise hídrica é originado principalmente do alto consumo?

Tenho pensado sobre isso desde que li um artigo do arquiteto e jornalista Gabriel Kogan que falava sobre os mitos desta crise. Lá no artigo dizia que os grandes consumidores (indústrias ou grandes estabelecimentos, por exemplo) e a perda de água por falta de manutenção do sistema representam os maiores gastos. 

Estima-se que as perdas estejam entre 30% e 40%. Ou seja, essa quantidade vaza na tubulação antes de atingir os consumidores. É água tratada e perdida. Por outro lado, na Holanda, essas perdas são virtualmente 0% devido a um sistema de água e esgoto de excelência. 



Os índices elevados em São Paulo não são normais e são resultados de décadas de maximização de lucros da Sabesp ao custo de uma manutenção precária da rede, afinal, a empresa é gerida para maximizar lucros dos acionistas.

Devo lembrar que em uma reunião da cúpula da Sabesp em 2014, a presidente da empresa, Dilma Pena, afirmou que uma "orientação superior" impediu a empresa de alertar a população de São Paulo sobre a necessidade de economizar água. Isso é uma clara indicação de que a empresa tem o "rabo preso", provavelmente com o acionista majoritário da Sabesp, que é o Governo de São Paulo (PSDB), que tem o poder de indicar a maior parte dos integrantes do conselho de administração da companhia.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Dica do dia: economize água no banho

Estamos vivenciando uma crise hídrica há anos no Brasil, no entanto, apesar de ser um problema recorrente na região Nordeste do país, o assunto tomou maiores proporções na mídia devido ao problema estar sendo uma realidade também na região Sudeste. Independentemente disso, é uma questão que atinge todos nós e certas atitudes devem ser tomadas por cada um de nós para que possamos racionar nossa água, um dos bens mais preciosos da natureza e da nossa vida.

A dica do dia  é economizar a água durante o banho. Muitas pessoas utilizam esse momento para descansar a cabeça, refletir e até cantarolar, todavia, não percebem o volume de desperdício de água gerado por isso.


Talvez a maior dificuldade em implementar essa e outras atitudes é pensar que estamos sozinhos nessa ideia, mas além de economizarmos água precisamos também divulgar e conversar com as pessoas sobre a necessidade de cuidar das nossas fontes de recursos naturais, em especial a água potável.

Lembrem-se: Seu trabalho pode ser uma gota no oceano, mas sem ele, o oceano seria menor. Madre Teresa de Calcutá

No banho, podemos economizar água com simples atitudes:

-Ser objetivo e deixar as reflexões e cantorias para após o banho;
-Desligar o chuveiro quando ensaboar;
-Desligar o chuveiro quando passar shampoo, condicionador ou máscaras de hidratação capilar;
-Ajustar a torneira do chuveiro, quando estiver o mesmo estiver pingando enquanto desligado;

Se economizar, não vai faltar!

Em 28/07/2013 foi publicada uma postagem sobre atitudes sustentáveis que podem ser realizada em casa, incluindo questões sobre racionamento de água. A postagem pode ser acessada por meio do link: http://ambienteverdesustentavel.blogspot.com.br/2013/07/atitudes-sustentaveis-em-casa.html.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Um problema atípico na Suécia: Acabou o lixo!

Na Suécia a política de reciclagem é tão difundida que cada habitante recicla em média 146 latas e garrafas, o que representa quase 90% do total destes materiais que se reciclam e 88% do sistema nacional de reciclagem. Assim, o Estado promoveu a instalação de empresas de produção de tecnologia para que fossem desenvolvidas estratégias sustentáveis que pudessem ser aplicáveis ao país nórdico e ao resto do mundo.



No entanto, o país já atua com sustentabilidade desde muito tempo. Em 1940 um programa de incineração de resíduos, que anualmente reduz mais de duas toneladas de lixo, e que permite fornecer aquecimento a 810.000 casas e entregar energia elétrica a 250.000. Tudo isto significa que 96% do lixo é convertido em eletricidade, sendo que somente os 4% restantes são enviados para aterros sanitários. Isso permite imaginar um panorama alentador.

O país começa a ficar sem lixo para reciclar, o que poderia ameaçar a certas práticas que são baseadas em resíduos. O que fará para obter mais lixo? O governo sueco decidiu importar os resíduos da Noruega, com o fim de incinerá-lo e gerar eletricidade para as edificações. Os resíduos que não puderem ser incinerados serão devolvidos ao país vizinho para serem enterrados em aterros sanitários. Por enquanto a Suécia deve importar aproximadamente 800.000 toneladas anuais, o que favorecerá o manejo de resíduos na Noruega.


Fonte: Arch Daily