domingo, 21 de junho de 2015

Ações Ecológicas Empresariais

Existe uma falsa expectativa de que todos os investimentos em meio ambiente impactam negativamente na rentabilidade das empresas, no entanto, é necessário avaliar os tipos de ações ecológicas que são consideradas nessa perspectiva. Empresas com menor volume de recursos também podem ser sustentáveis e ainda alavancar seus resultados seja pela redução dos custos, seja pela atração de consumidores mais ambientalmente conscientes.

Na visão de Vellani e Ribeiro (2009)*, existem ações ecológicas empresariais (AEE) internas e externas, sendo que as internas atuam sobre os próprios resíduos da empresa como forma direta de resgatar a harmonia, contribuindo para uma ecoeficiência empresarial. Já as externas, atuam de forma para resgatar a harmonia por meio de outros elementos. A figura abaixo expõe um esquema dessas ações ecológicas empresariais (AEE), evidenciando quatro direções para as AEE internas, quais sejam:
I – Substituir insumos não-renováveis por renováveis, reciclados ou retirados de forma ecológica, reduzindo os insumos consumidos pela produção;
II – Transformar os resíduos em insumos;
III – Transformar resíduos em produtos/subprodutos;
IV – Cumprir responsabilidades contratuais, neutralizarem o efeito tóxico do resíduo e coletarem de forma seletiva o lixo.



De forma geral, as direções mais voltadas para redução e reaproveitamento dos resíduos contribuem com a redução dos custos ou aumento de outras receitas aumentando a ecoeficiência empresarial. Por outro lado, as AEE externas tais como fornecer educação ambiental à comunidade, participar de projetos voltados para algum processo de reciclagem, recuperar e preservar áreas, contribuem de forma indireta para resgatar a harmonia entre os elementos e não têm potencial para aumentar a ecoeficiência do negócio, no entanto, participam de forma significativa na melhoria da imagem da empresa e atrai consumidores e investidores mais sustentáveis.

*VELLANI, C. L. RIBEIRO, M. S. Sistema contábil para gestão da ecoefi ciência empresarial. Revista Contabilidade & Finanças, USP, São Paulo, v. 20, n. 49, p. 25-43, janeiro/abril 2009.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Smartphones e o impacto ambiental

Que os smartphones são aparelhos bastante úteis, não tenho dúvidas, mas o que ninguém sabe é o volume de recursos naturais que são consumidos para a fabricação de um único aparelho, sem contar ainda com o problema da disposição adequada desses aparelhos quando não funcionam mais, o que normalmente ocorre em um curto espaço de tempo.

Segundo estudo feito pela consultoria ambiental Trucost para a ONG Friends of the Earth, publicado pela Exame.com, a produção de um smartphone genérico demanda nada menos do que 18 metros quadrados de terra e 12.760 litros de água (o equivalente a cerca de 160 banhos pelos cálculos da ONG). Dois quintos do impacto da água devem-se à poluição nas fases de fabricação e montagem de componentes, e outra parte para a produção de embalagens. A "pegada da terra" leva em conta as áreas de exploração de materiais utilizados para fabricar o aparelho e suas embalagens.

Não serei hipócrita em pedir que as pessoas não comprem mais smartphones, mas não consigo entender pra que comprar novos modelos quando o atual ainda funciona perfeitamente. De que adianta a empresa se declarar tão sustentável e incentivar um consumo desnecessário e prejudicial ao meio ambiente? É o mesmo sentido que beber refrigerante diet para não engordar e bebê-lo com batata fritas... Sobre o descarte desses aparelhos, vamos discutir posteriormente...

Imagem: Blog da Engenharia

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Consumo e a insustentabilidade

Por que consumimos tanto? Por que somos insaciáveis quanto a roupas, equipamentos eletrônicos, bolsas, sapatos, carros e outros itens que muitas vezes são substituídos por outros mais caros, mais bonitos, mesmo que os antigos ainda estejam em perfeito uso? Por que nos deixamos ser influenciados por modismos vistos em novelas, propagandas e em pessoas famosas? Será que não somos pessoas felizes e achamos que encontraremos a felicidade comprando esses itens?

Passamos muitas vezes a vida trabalhando pesado, abrindo mão do nosso tempo livre com amigos e família, para ganharmos mais dinheiro e não termos tempo para gastá-lo com coisas que realmente nos faz felizes, pois não acredito que esse consumismo garanta felicidade. Ir ao shopping, comprar diversas roupas e sapatos quando já tem um guarda-roupa cheio de itens novos e ainda dizer que não tem roupa para sair?

Já parou para pensar que seus hábitos de consumo desencadeiam um processo muito maior do que sua visão limitada do fim da cadeia de consumo? Imagine quantos recursos naturais são destruídos, quanto trabalho escravo é usado, quanto gás carbônico é produzido e quanto as grandes corporações lucram com seus hábitos de consumo? Enquanto que em regiões subdesenvolvidas não tem sequer o que comer, o que você consome em uma tarde no shopping poderia alimentar uma família inteira durante uma semana ou mais.
Está na hora de pensarmos mais conscientemente sobre nossos hábitos e nossas decisões. Temos que consumir menos, reciclar mais, doar mais e reaproveitar mais. Sem isso não garantimos um desenvolvimento sustentável que implica em suprirmos as necessidades (básicas) da nossa geração para garantirmos as necessidades das gerações futuras, dos nossos filhos, netos, bisnetos... Reflita sobre isso e tome uma atitude!

Fonte imagem: OPA

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Breve reflexão sobre a cultura brasileira

Tudo faz parte de uma boa educação e é isso que se transforma em uma cultura sustentável que se preocupa com o próximo e com as gerações futuras. O que há de tão errado no Brasil que não conseguimos ver isso? Por que sequer a população brasileira consegue colocar o lixo na lixeira? Se nem isso está sendo realizado, perco as esperanças em achar que poderíamos um dia sonhar em ser uma Amsterdã (pelo menos na questão sustentável)... Algumas pessoas vão dizer que a cidade é cheia de ladeiras, diferentemente de Amsterdã. A não ser que sejam ladeiras muito íngremes, isso não se justifica, pois uma boa infra-estrutura e uma bicicleta com marchas resolve isso facilmente. O problema é que os motoristas não respeitam as ciclofaixas, somos terra sem lei onde há muitos assaltos, furtos e assassinatos, e pior que isso, somos um povo sem educação nenhuma!


terça-feira, 26 de maio de 2015

Vai faltar água em BH

Será que vai ser necessário faltar água primeiro para que possamos ter a consciência de que precisamos economizá-la? Ou teremos que esperar o reajuste da cobrança no consumo de água para termos essa consciência? Até onde eu sabia, éramos considerados os seres (o ser humano) mais inteligentes do planeta, mas parece que não é bem assim...

Alerta na principal fonte de abastecimento de água de Belo Horizonte, de onde vem 60% da água que chega às torneiras da capital. Caso se repita por mais três dias as vazões registradas desde o último dia 1º, o manancial entrará em Estado de Atenção, segundo as especificações da Norma Técnica 49, do Conselho Estadual de Recursos Hídricos. Essa situação ocorre quando o corpo d’água chega a vazões inferiores a 200% do nível mais baixo medido nos últimos 10 anos, em sete dias consecutivos. Essa fase ainda não resulta em restrição de captações de água, mas adverte os usuários para a ameaça de que isso ocorra. 

A situação só acelera a necessidade de mais intervenções pela Copasa e pela Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG), que deve iniciar as consultas públicas para a sobretaxa de consumo.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

TRIBUTOS VERDES (vale a pena compartilhar)...

Os brasileiros são abençoados pela abundância de sol e de vento no país. E ainda têm a chance de poder usar estes recursos para gerar sua própria energia e ter desconto na conta de luz desde 2012. Essa possibilidade, conhecida como mini e microgeração, é regulada pela Resolução 482 da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Apesar de ser um ganho enorme ao país,  algumas questões ainda precisam ser resolvidas para que a microgeração seja ainda mais atraente aos brasileiros.

A principal questão a ser solucionada é a forma como o ICMS (Imposto sobre a circulação de mercadorias e serviços) incide sobre a eletricidade na conta de luz de um microgerador. 

Esses tributos não incidem sobre o resultado da conta que fizemos para a microgeração, mas sim sobre o valor bruto do consumo.
Ou seja, na prática, a energia que uma pessoa gera vale menos – em reais - do que a energia que consome. A compensação não é equitativa no resultado final e acaba reduzindo os ganhos que o microgerador poderia ter.

Como a alíquota do ICMS é maior que a do PIS-COFINS, a prioridade é para que a forma como ele incide na microgeração mude o mais rápido possível, mas os dois tributos precisam mudar.

Por ser um imposto estadual, a regulamentação do ICMS sobre a eletricidade é feita pelo CONFAZ, um órgão composto pelos Secretários da Fazenda de todos os Estados e do Distrito Federal. Idealmente, a decisão precisa ser tomada pelo conjunto desses Secretários.

Enquanto a decisão conjunta não acontece, vale lembrar que Minas Gerais e Tocantins saíram na frente e decidiram resolver esses problemas em seus territórios por conta própria mudando a forma de incidência do ICMS e resolvendo esse problema. Não é a toa que Minas Gerais é hoje o Estado com mais sistemas de microgeração conectados à rede.

Fonte: Greenpeace (ICMS, quatro letras e uma barreira para a energia solar - Marina Yamaoka)

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Conheça a Bolsa Verde do Rio de Janeiro

A BVRio é uma bolsa de valores ambientais com o objetivo de promover soluções de mercado para auxiliar no cumprimento de leis ambientais.

A BVRio é uma bolsa de valores ambientais de abrangência nacional idealizada em conjunto com o setor empresarial, setor público e terceiro, a partir da visão de que mecanismos de mercado são instrumentos eficientes de execução de políticas públicas ambientais e de desenvolvimento sustentável.

A BVRio tem duas atividades principais:
• Desenvolver mecanismos de mercado para serviços e ativos ambientais
• Prover e operar uma plataforma de negociação para estes ativos

Veja o vídeo da BVRio:

Mais informações: http://www.bvrio.org/
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